domingo, novembro 29, 2009

Novos links foram adicionados ao artigo "Tarzan e seus Artistas"
Edições 12, 13 e 14
(06 de dezembro)

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TARZAN E SEUS ARTISTAS


(Links para download serão postados aqui gradualmente)
(Todas as revistas postadas aqui neste artigo estão em espanhol)

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Harold Foster foi o primeiro artista a desenhar o herói: em 1929 foram publicadas as sessenta tiras diárias de "Tarzan of the Apes"; Foster só voltaria ao personagem em 1931, desenhando páginas dominicais coloridas. Ele é responsável por várias inovações de inspiração cinematográfica: campo e contra-campo, grandes planos e contra-luz. Ele seguiu fielmente os livros de Burroughs e nunca usou balões e, sim, textos incorporados aos quadrinhos.

A partir de 1947, Foster foi substituído por Burne Hogarth, o maior ilustrador do herói. Influenciado por Michelângelo e pelo expressionismo alemão, Hogarth utilizou seus conhecimentos de anatomia para mostrar uma explosão de músculos, um turbilhão de movimentos, paisagens atormentadas mas vibrantes, selvas fantasmagóricas e raízes com formas monstruosas.


Por muitas décadas ele foi um influente mestre e artista visual, melhor conhecido internacionalmente pelo seu pioneiro trabalho nos jornais, nas tiras diárias de Tarzan, e pela sua bem conceituada coleção de livros sobre desenho anatômico.


Burne Hogarth nasceu em Chicago e desde cedo demonstrou seu talento para o desenho. Seu pai carpinteiro incentivou esse dom e o levou para a Escola de Artes de Chicago. Aos 12 anos de idade, Hogarth foi aceito e começou um longo período como estudante em várias instituições de ensino tais como o Crane College, a Universidade do Noroeste (Northwestern University) em Chicago e a Universidade Columbia em Nova Iorque, aprofundando seus conhecimentos em artes e ciências.


Hogarth teve que começar a trabalhar aos 15 anos, depois da morte prematura do pai. Graças aos contatos do Art Center e também do Fine Arts Academy, ele conseguiu um contrato para trabalhar em publicidade. Com seus painéis de propaganda distribuídos aos jornais, Hogarth ficou conhecido no meio e assumiria como desenhista a tira diária Ivy Hemmanhaw (1933), que obteve alguma repercussão.


Com a Depressão, Hogarth se mudou para Nova Iorque, onde continou com seu trabalho de ilustração para os jornais, bem como de editor de cartuns. Desenhou a tira de piratas de Charles Driscoll chamada Pieces of Eight (1935). Em 1936 veio o momento decisivo da carreira de Hogarth como artista de quadrinhos. Ele sucedeu Hal Foster que trabalhara na tira desde 1929 e ilustrou Tarzan, na qual fundiu influências artísticas do classicismo, expressionismo e narrativa dentro de uma nova dinânima de arte sequencial. Ele desenhou Tarzan para as páginas dominicais por 12 anos, de 1937 a 1945, e de 1947 até 1950. Seu trabalho foi republicado, mais recentemente pela NBM Publishing.


Além de artista profissional, Hogarth também atuava como professor. Durante anos ele foi instrutor de desenho para um grande número de estudantes, em diversas instituições. A Academia de Artes em Jornais de Manhattan (Manhattan Academy of Newspaper Art) recebeu sua grande contribuição pessoal e em 1947 ele a transformaria na Escola de Ilustradores e Cartunistas (Cartoonists and Illustrators School).


A academia continuou a crescer e em 1956 foi novamente renomeada, passando a se denominar Escola de Artes Visuais (SVA, sigla em inglês), considerada como a maior instituição privada de arte do mundo.


Hogarth preparou os currículos das matérias, trabalhou como administrador e ministrou cursos sobre desenhos, artes e história das artes. Ele se aposentou da SVA em 1970 mas continuou como professor da Parsons School of Design e, depois de se mudar para Los Angeles, a Otis School e Art Center College of Design em Pasadena.

Durante seus anos como professor, Hogarth criou numerosos livros de anatomia e desenho que se tornariam referências para artistas dos mais variados, inclusive animadores por computador. Dynamic Anatomy (1958) e Drawing the Human Head (1965) são conhecidos por estudiosos das formas humanas.



Dynamic Figure Drawing (1970) e Drawing Dynamic Hands (1977) completaram o ciclo das figuras.

Dynamic Light and Shade (1981) e Dynamic Wrinkles and Drapery (1995) exploraram outros aspectos artísticos das ilustrações.


Após mais de 20 anos de trabalho nas tiras de quadrinhos e de ter sido chamado pelos europeus de "Michelangelo das tiras", Hogarth retornaria para a arte sequencial em 1972 com seu trabalho Tarzan of the Apes, um livro ilustrado em tamanho grande publicado pela Watson Guptill e traduzido para 11 línguas (lançado no Brasil primeiramente pela Ebal). O trabalho foi um marco no gênero, iniciando o desenvolvimento que nos anos seguintes levaria a criação das graphic novel. O trabalho seguinte foi Jungle Tales of Tarzan (1976).


Burne Hogarth foi grandemente reconhecido em seu país, tendo recebido o prêmio da National Cartoonist Society de 1975, da Magazine and Book Illustration de 1992 e o Prêmio Especial de 1974 (Special Features Award), além de várias homenagens internacionais. Ele fez palestras, escreveu, criou e teorizou durante seus últimos anos, participando como convidado de inúmeros eventos. Depois de comparecer à Angoulême International Comics Festival em 1996, Hogarth retornou à Paris onde sofreu um ataque cardíaco, vindo a falecer em 28 de janeiro, aos 84 anos de idade.


Rex Maxon começou uma longa série de aventuras de Tarzan ainda em 1929, quando Foster se recusou a desenhar "The Return of Tarzan". Dono de um traço duro, que melhorou com o tempo, Maxon desenhava tiras diárias, distribuídas para os jornais do mundo inteiro, mas se encarregou também de páginas dominicais durante vinte e oito semanas em 1931, enquanto Foster não voltava. Maxon desenhou Tarzan até 1947.

Vários outros desenhistas se dedicaram ao personagem, muitas vezes anonimamente: Dan Barry, John Lehti, Reinman, Ruben Moreyra, Jesse Marsh etc. A partir de 1968, no entanto, tanto as tiras diárias quanto as páginas dominicais foram entregues a outro artista genial: Russ Manning, que também desenhou as histórias de Korak, o filho de Tarzan.


Manning estudou no Instituto de Arte do Condado de Los Angeles. Mais tarde, durante seu serviço militar no Japão, desenhou cartuns para o jornal da sua base militar.

Em 1953, ele foi trabalhar para a Western Publishing e ilustrou histórias para uma grande variedade de quadrinhos de faroeste publicados pela Dell Comics e depois para a Gold Key Comics. Seu primeiro grande trabalho foi com Irmãos de Lança, uma história complementar criada por Gaylord Du Bois na revista em quadrinhos do Tarzan. Ele também desenhou aventuras do Tarzan. Magnus Robot Fighter apareceu em 1963 e Manning desenhou as primeiras 21 revistas, até 1968.

De 1965 a 1972, Manning desenhou as séries da Gold Key com Tarzan. Nessa época, ele adaptou para os quadrinhos dez das primeiras onze novelas escritas por Edgar Rice Burroughs, com roteiros de Gaylord Du Bois. As primeiras oito aventuras foram republicadas pela Dark Horse Comics como Edgar Rice Burroughs' Tarzan of the Apes (Tarzan of the Apes, Return, Beasts e Son of Tarzan), Edgar Rice Burroughs' Tarzan — The Jewels of Opar (Tarzan and the Jewels of Opar and Jungle Tales of Tarzan), e Edgar Rice Burroughs' Tarzan The Untamed (Tarzan the Untamed e Tarzan the Terrible). Ele também desenhou as aventuras de Korak (as primeiras onze edições da Gold Key, também escritas por Du Bois).

De 1969 a 1972 ele desenhou as tiras diárias de Tarzan e as páginas dominicais até 1979. Ele também criou quatro graphic novels originais do Tarzan para publicações europeias. Duas delas foram republicadas pela Dark Horse Comics (Tarzan in The Land That Time Forgot e The Pool of Time). Durante esse período ele usou assistentes: William Stout, Rick Hoberg, Mike Royer e Dave Stevens.

Magnus, sua série melhor conhecida da Gold Key, era ambientada no ano de 4.000. Manning o descreveu como um futuro limpo, com população dependente de robôs, homens e mulheres bonitos.

Quando muitos ilustradores de ficção científica desenhavam naves interestelares no formato de foguetes V-2 da Segunda Guerra Mundial, Manning preferia aparências mais exóticas. Seu trabalho em Magnus foi republicado pela Dark Horse Comics com um colorido diferente do original.

Seu último grande trabalho foi escrever e desenhar as tiras de Star Wars, de 1979-1980. Esse trabalho foi reunido pela Dark Horse Comics no volume Classic Star Wars: The Early Adventures, que omitiu que Manning apenas desenhou alguns dos episódios escritos por Steve Gerber e Archie Goodwin.

Mestre absoluto do preto e branco, Manning desenvolveu uma visão moderna do herói, sem os barroquismos de Hogarth. No entanto, com exceção de Jesse Marsh, que tinha um traço próprio, nenhum desenhista subsequente conseguiu sair da sombra de Hogarth: Joe Kubert, John Celardo, John Buscema, mesmo Russ Manning e Bob Lubbers. Dentre os autores, destaca-se Gaylord DuBois.

No Brasil, a primeira vez publicação do herói deu-se a partir do número 31 do Suplemento Juvenil, em 10 de Outubro de 1934, com Tarzan, O Filho das Selvas, a história desenhada por Harold Foster cinco anos antes. Com o sucesso, as tiras foram reunidas no "Álbum de Tarzan", relançado em 1975 pela EBAL. Em seguida o Suplemento Juvenil passou a publicar A Volta de Tarzan e depois histórias de Rex Maxon e Burne Hogarth. O primeiro número da revista dedicada exclusivamente ao herói data de julho de 1951 e trazia uma foto de Lex Barker na capa. A revista seria a mais duradoura da história da EBAL, tendo sido editada, de várias formas—em cores, em preto e branco, formatinho, tamanho padrão, mensal, bimestral etc—até 1989.

A EBAL lançou também diversas edições especiais:

. 1973 - Tarzan, O Filho das Selvas, o livro quadrinizado por Burne Hogarth em 1972
. 1974 - Coleção Tarzan em dois volumes (A Origem de Tarzan e A Volta de Tarzan), ilustrados por Joe Kubert
. 1975 - Tarzan, de Harold Foster, a primeira história com o herói
. 1975 - Coleção Tarzan/Russ Manning, em cinco volumes, com as páginas dominicais de 1968 a 1972
. 1976 - Edição Gloriosa em dois volumes (O Mundo que o Tempo Esqueceu e O Poço do Tempo), ilustrados por Russ Manning
. 1978 - O Livro da Selva, adaptação do romance O Tesouro de Tarzan em três volumes, com ilustrações de John Buscema e roteiro de Roy Thomas
. 1980 - O Massacre dos Inocentes, com ilustrações do artista espanhol Jaime Brocal Remohi
. 1890 - O Lago da Vida, com ilustrações de José Ortiz

Muitas dessas edições (em português) podem ser baixadas no blog QUADRINHOS ANTIGOS.

Com o fechamento da EBAL, o personagem ficou praticamente esquecido por aqui e muito material continua inédito em nosso país. Para resolver parte dessa questão, estamos disponibilizando alguns desses materiais (EM ESPANHOL), quem sabe isso possa despertar o interesse de algum editor e algum dia venhamos a ter tais álbuns publicados no Brasil?



FICÇÃO-CIENTÍFICA Nº 1
Esse e os três exemplares de "O Guerreiro" é um oferecimento do blog QUADRINHOS ANTIGOS.
http://www.mediafire.com/?jmilinyyzmq



AVISO
Por falta de conhecimento. desse que vos fala, algumas revistas foram upadas incorretamente no Rapidshare. Alertado por nossos amigos, fiz as devidas correções. As revistas que teve seus links corrigidos foram:
. Spektro 24 e 25
. A Arte de Rodolfo Zalla
. Histórias do Faroeste 25
. Comanche 1 e 2
. Zodiako
. Skorpio Super





FICÇÃO-CIENTÍFICA Nº 8 - EBAL
http://www.mediafire.com/download.php?goxrnchdjm0



FICÇÃO-CIENTÍFICA Nº 6 - EBAL
http://www.mediafire.com/download.php?kymuddc3myf



4 HISTÓRIAS DE GUERRA - EDIÇÃO EXTRA DE O HERÓI - EBAL



A UNIÃO QUADRINHOS Nº 2
Com desenhos de Deodato Borges Júnior (Mike Deodato)na época dos fanzines.
http://www.mediafire.com/download.php?d3n2kmizymv

HOMEM-ARANHA Nº 28 (Bloch)
http://www.mediafire.com/download.php?zxkoycnzyt1


SARGENTO ROCK Nº 11 (EBAL)
http://www.mediafire.com/download.php?jmzzwyoyzju