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(Jeremiah 1 2, 3 e 4)
BOUNCER
(em espanhol)
BOUNCER é uma história magistral criada por esse sujeito genial e dinâmico, capaz de criar mundos fora-de-série chamado Alejandro Jodorowsky.
Nesta série, o chileno se mostra muito mais comedido que em outras em seu misticismo e cria uma série rica em tópicos e tramas entrelaçadas que irão parecer familiares as usadas por Jodorowsky em suas séries, com personagens fortes e perfeitamente definidos dos quais demora um tempo para serem esquecidos.
Jodorowsky usa todo tipo de referências para fazer um western rico em detalhes que agradará o leitor que busca uma boa história de pistoleiros como também aos que buscam análises mais profundas. Entretanto, boa parte do sucesso desta série se deve a extraordinária capacidade com a qual François mostra em excelentes desenhos as idéias do psico-mago, com um desenho cheio de força, dinamismo e detalhes, no qual abundam grandes quadros panorâmicos das grandes extensões do Oeste americano. Boucq consegue retratar os cenários em uma ambientação extraordinariamente cuidada, que leva o leitor a acreditar que o oeste imaginado por estes dois era realmente desse jeito.
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O GUERREIRO 12
O GUERREIRO 11
QUADRINHOS E IDEOLOGIA
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BOUNCER
(em espanhol)
BOUNCER é uma história magistral criada por esse sujeito genial e dinâmico, capaz de criar mundos fora-de-série chamado Alejandro Jodorowsky.
Nesta série, o chileno se mostra muito mais comedido que em outras em seu misticismo e cria uma série rica em tópicos e tramas entrelaçadas que irão parecer familiares as usadas por Jodorowsky em suas séries, com personagens fortes e perfeitamente definidos dos quais demora um tempo para serem esquecidos.
Jodorowsky usa todo tipo de referências para fazer um western rico em detalhes que agradará o leitor que busca uma boa história de pistoleiros como também aos que buscam análises mais profundas. Entretanto, boa parte do sucesso desta série se deve a extraordinária capacidade com a qual François mostra em excelentes desenhos as idéias do psico-mago, com um desenho cheio de força, dinamismo e detalhes, no qual abundam grandes quadros panorâmicos das grandes extensões do Oeste americano. Boucq consegue retratar os cenários em uma ambientação extraordinariamente cuidada, que leva o leitor a acreditar que o oeste imaginado por estes dois era realmente desse jeito.
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HERMANN
(Hermann Huppen)
(Hermann Huppen)
(Novos links serão adicionados ao artigo nos próximos dias)
Hermann é um dos artistas belgas mais conhecidos e talentosos da atualidade, tendo nascido em Bévercé, uma pequena aldeia belga da região de Fagnes, nas Ardenas, situada entre a fronteira alemã e a cidade de Liège. Após uma infância passada junto das grandes florestas das Ardenas, aos 18 anos, Hermann emigra com a família para o Canadá. Já antes, porém, havia frequentado um curso nocturno de desenho (arquitectura e decoração), na Academia de Belas Artes de Saint-Gilles, em Bruxelas, após a conclusão do qual se torna "designer" de interiores.EDIÇÕES EM BELGA
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Entretanto, após uma permanência de alguns anos no Canadá, Hermann acaba por se dar conta da sua inadaptação a este país, não querendo continuar aí a viver por muito mais tempo. Contudo, ainda no Canadá, especializa-se em arquitectura e decoração de restaurantes, mas, pouco tempo depois, no início da década de 60, decide regressar definitivamente à Bélgica e a Bruxelas. Embora tenha tirado o curso de desenho da Academia de Belas Artes, Hermann não se sente, ainda, inclinado, a seguir uma carreira de desenhador, na banda desenhada.
EDIÇÕES EM BELGA
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Curiosamente, é o seu casamento, em 1964, que irá determinar a sua futura profissão e irá aproximá-lo, definitivamente, dos quadrinhos. Com efeito, o irmão da sua esposa, Philippe Vandooren, mais tarde director editorial da Dupuis e editor-chefe da revista "Spirou", é, à data, director da revista de escuteiros "Plein-Feu", e introduz, assim, Hermann no mundo da banda desenhada, convencendo-o a desenhar uma história curta para essa revista.
Após algum tempo dedicado à ilustração de pequenas histórias em quadrinhos, começa a trabalhar e a colaborar com o famoso argumentista, Greg, primeiro no seu estúdio de arte e depois também na revista "Tintin", na qual Greg era editor-chefe, vindo ambos a criar as famosas séries de aventuras dos heróis "Bernard Prince", em 1966, e "Comanche" (gênero Western, com a respectiva personagem principal, o pistoleiro "Red Dust"), em finais de 1969. Esta colaboração viria a durar vários anos, até ao início da década de 80, tornando-se numa associação extremamente fecunda e profícua entre estes dois artistas.
Estas duas séries provam, imediatamente e definitivamente, o talento incontestável de Hermann na ilustração de histórias realistas.
No final da década de 60 e início da década de 70, Hermann desenha, também, episódios da série "As belas histórias de L'Oncle Paul", para a revista "Spirou". Entretanto, apaixonado pela acção e pelos grandes espaços, Hermann vai, igualmente, desenhando algumas histórias independentes, entre as quais se destacam, em 1975, os dois primeiros álbuns da série de aventuras do herói "Jugurtha" (príncipe Númida que combate o invasor romano), cuja vida aventureira é escrita por Jean-Luc Vernal.
Após este "desvio" por "Jugurtha", no final da década de 70, Hermann sente o desejo de criar as suas próprias histórias, sentindo reunir todas as condições para se lançar sozinho nessa aventura e de ser bem sucedido, fato este que se vem a verificar, com a criação da sua primeira série "Jeremiah", cujos álbuns são publicados pela editora alemã Koralle.
JEREMIAH 5
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JEREMIAH 6
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JEREMIAH 7
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JEREMIAH 8
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JEREMIAH 9
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JEREMIAH 10
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JEREMIAH 11
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JEREMIAH 12
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JEREMIAH 7
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JEREMIAH 10
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JEREMIAH 11
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JEREMIAH 12
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Após alguns anos desenhando e a escrevendo histórias do aventureiro "Bernard Prince", e da série "Comanche", no início da década de 80, Hermann e Greg dão por terminada a sua colaboração nestas duas séries, continuando, porém, Greg a escrever o argumento da série "Bernard Prince", contando, agora, com a colaboração de Dany, na ilustração. Foram publicados ao todo, através das edições duLombard, 14 álbuns de "Bernard Prince" e 10 álbuns de "Comanche". Esta segunda série ("Comanche"), está cotada entre as melhores séries de sempre produzidas, do género "Western", sendo, por exemplo, ainda mais dramática, violenta, agreste e dura que outras duas séries famosas do mesmo gênero, "Blueberry" e "Jerry Spring".
O fim da série "Comanche" serve de ponto de partida e de ponte de ligação para a criação, por parte de Hermann, de uma nova série, também do género "Western", na qual, surge em cena uma personagem que é o protótipo do "anti-herói". À semelhança do que já se havia passado com a série "Comanche", também nesta série, Hermann sente-se bastante confortável e à vontade na criação de um universo hostil, agreste e severo, sem possibilidades de redenção ou de libertação por parte do ser humano. É, pois, neste contexto, que, em 1979, Hermann cria uma nova série, através do herói "Jeremiah", introduzindo uma fantasia "pós-apocalíptica/atómica", num cenário e atmosfera escura, triste e melancólica, onde a luta entre o bem e o mal é personificada pelos constantes "choques/colisões" entre o humanista "Jeremiah" e o seu cínico companheiro, "Kurdy". Com esta série, Hermann acertou em cheio na "receita/fórmula" certa, indo ao encontro do gosto e interesse dos leitores de quadrinhos da europa contemporânea, tendo a série se revelado um verdadeiro sucesso desde o início, e tendo permanecido como um dos seus trabalhos mais famosos. Até ao momento, foram publicados 25 (!) álbuns de "Jeremiah".
Este mesmo sucesso, aconteceu, também, com a sua segunda grande série, criada em 1984, do gênero histórico, mais especificamente, um fresco medieval, "As viagens de Bois-Maury", que relata as viagens e as buscas errantes de um cavaleiro, na procura do castelo dos seus antepassados, num cenário desértico, solitário e desolador da Idade Média, mas de um realismo maravilhoso, situado em plena Idade Média. Até ao momento, foram publicados 12 álbuns de "Bois-Maury". De 1980 a 1983, Hermann desenha, para a revista "Spirou", uma série de três histórias sobre um rapaz sonhador, chamado "Nic", escritas por Morphée, pseudônimo de Vandooren e, em 1982, produz a história "A gaiola".
Na década de 90, Hermann, sempre exigente consigo mesmo e curioso, colocando a fasquia sempre mais alta, alterna o seu trabalho naquelas duas populares e famosas séries, com a produção de várias histórias independentes, mais evoluídas e progressistas relativamente aos heróis "Jeremiah" e "Bois-Maury"; são séries com histórias mais pessoais, reservadas, íntimas e maduras, como "Missié Vandisandi", em 1991, "Caatinga", em 1997, e a sátira política, tipo "grito de revolta", "Sarajevo-Tango", em 1995, todas elas publicadas pela editora Dupuis. Por esta altura, Hermann desenha também a história "O segredo dos homens-cão", cujo argumento é escrito pelo seu filho, Yves Hermann.
Em 1999, Hermann volta a "mergulhar" no género "Western", através da produção de outro álbum, publicado pela editora Dupuis, com o título "Mataram Wild Bill", um "Western" - "tipo Comanche", no qual é mostrado toda a sua sensibilidade, conhecimento e concepção do mundo impiedoso e cruel dos pioneiros do novo mundo.
Um ano mais tarde, em 2000, Hermann associa-se ao argumentista Jean Van Hamme, para juntos produzirem o álbum "Lua de Guerra", uma obra que descreve o absurdo, a estupidez e a ignorância do Homem. A seguir, volta a colaborar com o seu filho, Yves Hermann, ilustrando o álbum "Laços de sangue", uma história em quadrinhos tradicional, embora, nesta obra, seja notória a presença de uma imaginação demoníaca, cheia de ambiguidade, de falsas pistas e com vestígios do sobrenatural. Em 2003, trabalha, novamente, com o seu filho, na ilustração do álbum "Zhong Guo", cujo argumento, o seu filho assina.
Atualmente, e embora tenha já uma carreira bem preenchida e diversificada, Hermann não deixa de explorar, continuamente, novos caminhos e de utilizar técnicas inovadoras, a fim de procurar exprimir melhor as suas ideias mais profundas. Ao longo da sua já vasta e brilhante carreira, Hermann foi ganhando vários prêmios relativos, por um lado, ao conjunto da sua obra, e por outro lado, a trabalhos e álbuns específicos produzidos, sobretudo em termos de ilustração.







