STAN DRAKE
&
O CORAÇÃO DE JULIET JONES
Stanley Drake nasceu em 1921 e passou grande parte de sua vida em Nova Jersey. Começou sua carreira artístico aos 17 anos, ilustrando “pulps” (revistas populares de contos publicadas nos anos 30 e 40).

Serviu na Segunda Guerra Mundial por três anos e meio. Em seguida trabalhou em publicidade em Nova Iorque. A grande oportunidade aconteceu em 1953, quando o King Features lançou “Juliet Jones”, que foi publicada em mais de 500 jornais do mundo inteiro, recebendo o prêmio da NCS na categoria “Melhor Tira Dramática”, em 1969 e 1970.

Tendo como hobby o golf, Drake ilustrou cursos de golf para a revista GOLF DIGEST MAGAZINE, e também o livro TOUCH SYSTEM BETTER GOLF. Durante sua carreira, Stan Drake foi auxiliado por famosos colaboradores: Gil Fox, Elliott Caplin, Bob Lubbers (que desenhou um soberbo Tarzan, quase ao nível do mestre Hogarth), Sylvan Byck e Tex Blaisdell (a quem os leitores devem agradecer pelos bom gosto dos cenários de Juliet Jones).

Stan Drake era filho de Alan Drake, um ator de rádio, e como ele mesmo dizia, “levava no sangue a atração pelo gosto de atuar”, assim como seu pai. Com uma postura digna de um galã de Hollywood, Drake chegou inclusive a fazer um teste cinematográfico, junto com sua noiva.
http://rapidshare.com/files/338750369/Julieta_Jones_01__Stan_Drake___Elliot_Caplin__by_Piratadeultratumba__CRG_.cbr
A Paramount não demonstrou interesse pela moça, mas sim por Stan, que foi convidado a viajar para Hollywood em 1941. Ali fez outro teste, contracenando com Claudette Colbert; saiu-se melhor do que esperava ao ponto do diretor Mark Sandrich – que dirigiu vários dos célebres filmes da dupla Astaire/Rogers – o selecionou para um filme para Adolescentes, semelhante aos da série “ANDY HARDY”, que naquela época fazia um enorme sucesso, era protagonizado pelo pequeno gigante Mickey Rooney. Contava Stan que nessa noite chegou a sonhar com o Oscar... mas não contava com os malvados japoneses, que atacaram Pearl Harbor no dia seguinte, obrigando o artista a trocar os holofotes de Hollywood por uma farda militar.
http://rapidshare.com/files/338756739/Julieta_Jones_02__Stan_Drake___Elliot_Caplin__by_Piratadeultratumba__CRG_.cbr
A Segunda Guerra havia arruinado uma carreira promissora! Não arruinou de todo ao próprio Stan Drake, uma vez que um oportuno ataque de apendicite o livrou de ir combater nas linhas de frente.
http://rapidshare.com/files/338764305/Julieta_Jones_03__Stan_Drake___Elliot_Caplin__by_Piratadeultratumba__CRG_.cbr
Ao sair do exército em 1945, Drake começou a voltar-se para outra grande paixão sua: o desenho. Alguém disse a ele que o segredo do negócio era desenhar belas mulheres. Ele contava que havia adquirido várias revistas com belas mulheres e ficava copiando-as aos noites após noites, até atingir a perfeição.
http://rapidshare.com/files/338775504/Julieta_Jones_04__Stan_Drake___Elliot_Caplin__by_Piratadeultratumba__CRG_.cbr
(link corrigido)
Em 1953, Drake estreou com “O Coração de Juliet Jones”, com um sensível e excelente roteiro de Elliott Caplin , irmão do famoso Al Capp, cuja criação Li’l Abner era então uma das tiras mais lidas nos EUA. Caplin, sem gozar do renome de seu irmão, foi responsável pelos melhores roteiros até então escritos dentro do gênero “aventura gráfica”.
http://rapidshare.com/files/338786322/Julieta_Jones_05__Stan_Drake___Elliot_Caplin__by_Piratadeultratumba__CRG_.cbr
(link corrigido)
JULIET JONES (um antecedente dos ‘sitcoms’ da televisão), foi um sucesso ressonante. Entretanto, quando surgiu a televisão, foi diminuindo paulatinamente. A atenção do público – devido a nova atração com imagens e sons e, posteriormente, cores – começou a diminuir às estáticas tira de jornais, que caíram no esquecimento.
http://rapidshare.com/files/338798911/Julieta_Jones_06__Stan_Drake___Elliot_Caplin__by_Piratadeultratumba__CRG_.cbr
Em 1984, depois de algumas tentativas pouco afortunadas de produzir histórias “sexy” para a Europa, Drake se associou a Dean Young, o filho de Chick, para produzir “Blondie”. Ele trabalhava nela quando fomos surpreendidos com sua morte no dia 10 de março de 1997, em Norwalk (Connecticut).
http://rapidshare.com/files/338811381/Julieta_Jones_07__Stan_Drake___Elliot_Caplin__by_Piratadeultratumba__CRG_.cbr
Drake foi em vida uma espécie de ‘Casanova’. “Meu problema – disse uma vez – eram as mulheres. Estive casado com três, todas encantadoras: com uma índia, com uma morena e com uma ruiva. Com a primeira, a coisa não funcionou bem. A segunda, eu adorava e lhe dava tudo..., mas ela me abandonou por um alcoólatra. Vamos ver o que acontece com a terceira.”
http://rapidshare.com/files/338746370/Julieta_Jones_08__Stan_Drake___Elliot_Caplin__by_Piratadeultratumba__CRG_.cbr
Para saber mais sobre Raymond e Stan Drake, leia o curioso artigo "Como Matar a Sua Esposa" no seguinte link:
http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/chiaroscuro_esposa.cfm
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O CORAÇÃO DE JULIET JONES
Stanley Drake nasceu em 1921 e passou grande parte de sua vida em Nova Jersey. Começou sua carreira artístico aos 17 anos, ilustrando “pulps” (revistas populares de contos publicadas nos anos 30 e 40).

Serviu na Segunda Guerra Mundial por três anos e meio. Em seguida trabalhou em publicidade em Nova Iorque. A grande oportunidade aconteceu em 1953, quando o King Features lançou “Juliet Jones”, que foi publicada em mais de 500 jornais do mundo inteiro, recebendo o prêmio da NCS na categoria “Melhor Tira Dramática”, em 1969 e 1970.

Tendo como hobby o golf, Drake ilustrou cursos de golf para a revista GOLF DIGEST MAGAZINE, e também o livro TOUCH SYSTEM BETTER GOLF. Durante sua carreira, Stan Drake foi auxiliado por famosos colaboradores: Gil Fox, Elliott Caplin, Bob Lubbers (que desenhou um soberbo Tarzan, quase ao nível do mestre Hogarth), Sylvan Byck e Tex Blaisdell (a quem os leitores devem agradecer pelos bom gosto dos cenários de Juliet Jones).

Stan Drake era filho de Alan Drake, um ator de rádio, e como ele mesmo dizia, “levava no sangue a atração pelo gosto de atuar”, assim como seu pai. Com uma postura digna de um galã de Hollywood, Drake chegou inclusive a fazer um teste cinematográfico, junto com sua noiva.
A Paramount não demonstrou interesse pela moça, mas sim por Stan, que foi convidado a viajar para Hollywood em 1941. Ali fez outro teste, contracenando com Claudette Colbert; saiu-se melhor do que esperava ao ponto do diretor Mark Sandrich – que dirigiu vários dos célebres filmes da dupla Astaire/Rogers – o selecionou para um filme para Adolescentes, semelhante aos da série “ANDY HARDY”, que naquela época fazia um enorme sucesso, era protagonizado pelo pequeno gigante Mickey Rooney. Contava Stan que nessa noite chegou a sonhar com o Oscar... mas não contava com os malvados japoneses, que atacaram Pearl Harbor no dia seguinte, obrigando o artista a trocar os holofotes de Hollywood por uma farda militar.
A Segunda Guerra havia arruinado uma carreira promissora! Não arruinou de todo ao próprio Stan Drake, uma vez que um oportuno ataque de apendicite o livrou de ir combater nas linhas de frente.
Ao sair do exército em 1945, Drake começou a voltar-se para outra grande paixão sua: o desenho. Alguém disse a ele que o segredo do negócio era desenhar belas mulheres. Ele contava que havia adquirido várias revistas com belas mulheres e ficava copiando-as aos noites após noites, até atingir a perfeição.
(link corrigido)
Em 1953, Drake estreou com “O Coração de Juliet Jones”, com um sensível e excelente roteiro de Elliott Caplin , irmão do famoso Al Capp, cuja criação Li’l Abner era então uma das tiras mais lidas nos EUA. Caplin, sem gozar do renome de seu irmão, foi responsável pelos melhores roteiros até então escritos dentro do gênero “aventura gráfica”.
(link corrigido)
JULIET JONES (um antecedente dos ‘sitcoms’ da televisão), foi um sucesso ressonante. Entretanto, quando surgiu a televisão, foi diminuindo paulatinamente. A atenção do público – devido a nova atração com imagens e sons e, posteriormente, cores – começou a diminuir às estáticas tira de jornais, que caíram no esquecimento.
Em 1984, depois de algumas tentativas pouco afortunadas de produzir histórias “sexy” para a Europa, Drake se associou a Dean Young, o filho de Chick, para produzir “Blondie”. Ele trabalhava nela quando fomos surpreendidos com sua morte no dia 10 de março de 1997, em Norwalk (Connecticut).
Drake foi em vida uma espécie de ‘Casanova’. “Meu problema – disse uma vez – eram as mulheres. Estive casado com três, todas encantadoras: com uma índia, com uma morena e com uma ruiva. Com a primeira, a coisa não funcionou bem. A segunda, eu adorava e lhe dava tudo..., mas ela me abandonou por um alcoólatra. Vamos ver o que acontece com a terceira.”
Para saber mais sobre Raymond e Stan Drake, leia o curioso artigo "Como Matar a Sua Esposa" no seguinte link:
http://www.universohq.com/quadrinhos/2008/chiaroscuro_esposa.cfm
