sábado, janeiro 22, 2011

SUGESTÃO DA SEMANA


PARA QUEM CURTE QUADRINHOS DA BONELLI

JEMM, O FILHO DE SATURNO

JEMM, HIJO DE SATURNO
DESENHOS DE GENE COLAN

REGRAS DO BLOG



Visando um maior intercambio entre os usuários do blog e eu, resolvi que não iria mais disponibilizar os links abaixo das capas, como vinha fazendo regularmente. A maneira que encontrei para "forçar" os amigos a entrarem em contato foi DISPONIBILIZAR OS LINKS ATRAVÉS DE SOLICITAÇÕES VIA E-MAIL.

A nova medida tem surtido efeito e novos colaboradores tem surgido a cada dia, o que irá diversificar ainda mais as revistas aqui disponibilizadas.
Todas as capas de revistas que aparecem no blog (cujo link não aparece) estão disponíveis para download. Ao entrar em contato via e-mail, é necessário que você indique o título da postagem de seu interesse. 

Um detalhe importante para você receber os links é que você deve ser ou se tornar um colaborador do blog. 

Aproveito mais uma vez para agradecer a todos que fizeram doações.

Então, se você se interessou por algum material aqui apresentado, não se acanhe, envie agora mesmo seu pedido solicitando os links:
hqpoint@gmail.com




CRISSE ATALANTA, em espanhol


 VOLUME 1

VOLUME 2


VOLUME 3

HEAVY METAL 1978 - em Inglês

HEAVY METAL 1978

O redatores fundadores da edição americana foram Sean Kelly e Valerie Marchant. O diretor de arte foi John Workman trazendo trabalhos de background da DC Comics e outros editores.

Após dois anos, Mogel sentiu que a falta de material era constante, e em 1979, ele foi substituído por Kelly e Marchant autores de Ted White, que pretendia revitalizar a revista, ampliando os temas da ficção cientifica usando como base as histórias das revistas Amazing Stories e Fantastic (revista) entre 1968 e 1978. White e Workman imediatamente alteraram a aparência de Heavy Metal, incorporando mais histórias e textos de artistas americanos.


A principal solução de White para o problema era adicionar material com textos expressivos em colunas redigidas por quatro autoridades dos vários aspectos da cultura popular. Lou Stathis escrevia sobre rock e Jay Kinney falava sobre quadrinhos underground, enquanto Steve Brown revisava as novelas recentes da ficção cientifica e Bhob Stewart explorava a media visual dos filmes de fantasia, animações e show com raios laser.


Em 1980, Julie Simmons-Lynch tomou a redação, e sua inclinação era para material em texto fazendo da revista um mostruário para o mais conhecidos autores de ficção tais como Robert Silverberg e Harlan Ellison. Mais tarde, uma coluna intitulada "Dossier", apresentou pequenos pedaços das obra de uma grande variedades de autores, foram editados por Stathis e Brad Balfour. Havia também entrevistas com figuras da media como Roger Corman, Federico Fellini, John Sayles e John Waters (montador filmes). Em 1986, Heavy Metal tornou-se quadrimensal, e voltou a ser bi-mensal em 1989. Simmons-Lynch permaneceu como redatora até 1991 quando Kevin Eastman comprou a revista e se tornou ambos redator e editor.


Em 1981, um filme de animação foi adaptado das séries apresentadas na revista. Criando um rombo de US$9,300,000, Heavy Metal apresentando seguimentos animados de diversas empresas de animação, sendo que cada uma delas fez um segmento. Enquanto um dela fazia a sequencia que amarrou todas as diferentes histórias juntas. Como a revista, o filme apresentou um grande número de nudismo e violência gráfica, acabando com logo de pornografico. Por exemplo, seu segmento Den, ele não mostrou as espalhafatosas genitália do seu personagem impresso. O filme lançou talentos como John Candy, Eugene Levy, Harold Ramis e Ivan Reitman em Hollywood. Ele teve um razoável retorno no lançamento em cinema e mais tarde adquiriu o status de cult, parcialmente por causa um problema com os direitos da música que resultou uma demora de muitos anos para o filme se tornar disponível em vídeo.


Outro filme de animação alternativamente chamado de Heavy Metal 2000 e Heavy Metal: F.A.K.K.², como orçamento de $15,000,000, foi liberado em 2000 diretamente para o vídeo não era baseado nas histórias da revista, mas em vez disso no The Melting Pot, uma graphic novel escrita por Kevin Eastman e desenhada por Simon Bisley, que se baseou a aparência da protagonista na modelo pornográfica e em atrizes de filmes B, Julie Strain, a esposa de Kevin Eastman. Strain mais tarde usou seus talentos vocais no filme, caracterizando o personagem que lhe era similar. Também foi lançado um video game, Heavy Metal: F.A.K.K.².

VAMPUS - 61 a 70 - Espanhol





A TUMBA DE DRÁCULA #2

BIBLIOTECA GRANDES DEL COMIC
DRÁCULA - VOLUME 2
(em espanhol)


A CHEGADA DE MARV WOLFMAN

Marv Wolfman foi um dos novos profissionais que se incorporaram a Marvel com a chegada dos anos 70. Naquela época era um jovem promissor e se talento não demorou a bilhar em vários segmentos.

Tudo começou quando Stan Lee tomou uma decisão: a Marvel tinha que ter a sua própria linha de revistas em preto e branco. No início disse que deveriam ser duas, no dia seguinte que seriam três e, vinte e quatro horas depois, foi anunciado que seriam quatro. Assim foi como nasceram Dracula Lives!, Tales of the Zombie, Monsters Unleashed e Vampire Tales.


Para Roy Thomas, tudo isso significava trabalho, muito mais do que podia dar conta. Por conseqüência, decidiu procurar um ajudante. Sua escolha recaiu em Marv Wolfman, um editor/roteirista que nessa época trabalhava na Warren Publications.

Ambos já se conheciam, pois já haviam se encontrado diversas vezes nas reuniões de convenções. Entretanto, Wolfman não aceitou o primeiro convite. Roy Thomas teve que insistir diversas vezes. Finalmente, em uma viagem de volta de uma festa de Hallowen, Wolfman respondeu afirmativamente.


No começo, Marv Wolfman fez de tudo. Começou fazendo correções nas revistas em cores, pouco depois começou a trabalhar como editor assistente na linha de revistas em preto e branco. No final, foi nomeado editor principal desta linha, a qual se tornou uma espécie de divisão independente do resto da Marvel.

Paralelamente, Marv Wolfman demonstrou seu grande talento como escritor, fazendo roteiros para diferentes coleções da Casa das Idéias (como por exemplo, Capitão Marvel). Depois dessa fase  inicial, foi escolhido para ser o novo roteirista de A Tumba de Drácula (depois de seis números, onde colaboraram vários escritores).


No primeiro momento, este encargo não o animou muito, essa foi a verdade. Wolfman não era um grande fã de Drácula; havia lido um livro quando era menino e havia assistido muitos filmes de vampiros, mas já não era um de seus personagens favoritos. Entretanto, decidiu levar a sério o seu trabalho. Para começar, voltou a ler o livro clássico de Bram Stoker, pelo qual voltou a gostar novamente, como quando era menino.  E, em seguida, decidiu pensar no que poderia fazer como profissional para realizar o melhor trabalho possível em A Tumba de Drácula. Foi então quando decidiu que, sob um ponto de vista conceitual, seu interesse máximo foi o de escrever histórias, narradas do ponto de vista dos heróis, onde existisse um entretenimento, em estado puro, do bem contra o mal.



Tudo isto significa que na Tumba de Drácula nos encontramos com uma coleção que tem uma estrutura de personagens muito especial. É óbvio que a figura central é o vampiro de Bram Stoker, mas, devido a serem os seus oponentes (os heróis) os que contam as histórias, tudo guarda um equilíbrio muito especial. Em definitivo, Wolfman se propôs a escrever uma coleção onde podia acontecer de tudo. Além disso, o fato de não ser um profundo conhecedor do tema evitou que fizesse um trabalho típico, o que acabou resultando na boa qualidade da série (alguns dizem que isto pode ter sido o que fez de a Tumba de Drácula uma das melhores coleções de maior longevidade dentro da linha de terror da Marvel).

A Tumba de Drácula foi a coleção que colocou Marv Wolfman na lista dos grande roteiristas dos quadrinhos americanos.

 
O SURGIMENTO DE BLADE

Marv Wolfman tinha a intenção de criar um personagem da raça negra com algumas características bem definidas muito antes de começar a escrever a Tumba de Drácula.

Suas primeiras idéias a respeito remontam do ano de 1968, mas que, por vários motivos, não chegaram a se materializar. Mas ele não se desanimou, pelo contrário, aquela sua primeira tentativa o fez ter determinação de conseguir seu objetivo enquanto tivesse oportunidade.

 
Algum tempo depois, quando trabalhava na Warren Publications, Wolfman fez uma série de roteiros para uma edição dedicada exclusivamente a vampiros. Foi então que pensou em desenvolver uma história (de oito ou dez páginas) protagonizada por um personagem de cor negra cujo objetivo principal era a caça de vampiros. Em seguida, escreveu meia página com anotações sobre suas idéias. Naquelas anotações já decidiu, com grande precisão, quem seria o personagem, sua origem e seus aspectos básicos.

Entretanto, quando tudo estava a ponto de se realizar, não deu certo. Mas sua determinação continuava intacta.


Em fins de 1972, Marv Wolfman virou o novo roteirista de Drácula. Depois de 3 números colaborando com Gene Colan se firmou o suficiente, decidindo que havia chegado o momento de tornar realidade sua idéia que havia sido prorrogada.

Depois de escrever o argumento do número 10, Wolfman falou com Colan do novo personagem que aparecia naquela história. O escritor tinha a idéia de que aquele caça vampiros deveria vestir uma capa onde teria uma série de estacas de madeira bem afiadas, que serviriam para combater e matar os vampiros. Em inglês, “Blade” é a lâmina de uma espada. É daí, literalmente, de onde surgiu o nome do personagem.

Em seguida, Colan desenhou o resto do aspecto visual (uma de suas contribuições foi vestir o personagem com uma grande jaqueta de couro). O objetivo era vestí-lo de maneira com que se parecesse com um herói.

Já na imagem de Drácula, noso desenhista pensou no rosto de Jack Palace. Entretanto, para conseguir o de Blade, se baseou em vários atores e atletas de raça negra (um deles foi Jim Brown, um ex-jogador de futebol americano).

 
A primeira aparição de Blade aconteceu na segunda página do N° 10 de A Tumba de Drácula, em uma cena onde o vemos em ação, deixando bem claro que estamos diante de um anti-herói puro e durão. De fato, Blade se tornaria uma peça fundamental no Drácula de Marv Wolfman e Gene Colan, aparecendo com uma frequência inusitada nos números seguintes da coleção. Sem dúvidas era o que o título estava precisando desde o seu início: um rival de grande calibre que pudesse se opor ao vampiro de Bram Stoker (com certas garantias de sucesso).

Por outro lado, a figura de Blade também deve ser entendida como um personagem perfeitamente integrado dentro da chamada "blaxploitation" uma fase da cultura norte-americana (centrada principalmente no mundo do cinema) onde os personagens de cor começaram a conseguir a importância que socialmente haviam perdido há muito tempo.

Hoje em dia, Blade é um anti-herói mudialmente conhecido devido aos filmes protagonizados por Wesley Snipes.




THE VAULT OF HORROR #1


THE VAULT OF HORROR #1
(em português)
TRadução, Diagramação e Colaboração: Kleber

KORAK 10


KORAK, O FILHO DE TARZAN #10
Editora Brasil-América Ltda
Colaboração: João de Deus F. Araújo

AZPIRI - LORNA, LEVIATAN, em português


LORNA - LEVIATAN
em português
Tradução, diagramação e colaboração: Kleber

MARTIN MYSTÈRE 12 E 13, Mythos (em português)


MARTIN MYSTERE
FRANKENSTEIN
Ficção ou realidade?

Em busca da resposta para essa questão, Martin Mystere, Diana e Java vão até a Alemanha para descobrir que a romancista Mary Shelley talvez não tenha escrito uma ficção, mas sim uma biografia.

Martin é contratado pelo profesor Dippel para tentar localizar o laboratório em que o monstro de Frankenstein teria sido concebido...


EL COYOTE - n° 11 ao 16, em espanhol







BERNI WRIGHTSON

FRANKENSTEIN - em inglês

BERNI WRIGHTSON é um daqueles artistas singulares que sabe criar um universo único e particular. Seu domínio da anatomia humana é surpreendente, a sua capacidade para criar suas  criaturas é como parte de um horrível pesadelo que inundam seus quadros, mas não obstante, diante do assombro de quem as observa adquirem grandes nuances de humanidade e ternura.

 CREEPSHOW - em inglês

O talento de Berni não acaba aqui. Durante todos esses anos que tem desenhado, foi eleito como mestre consagrado de terror, mas tem feito de tudo e de todas as formas. Desde o humor para adultos, passando pela ficção-científica e super-heróis, até desenhos para filmes e animação.

 THE MONSTERS

Por todas essas razões, Berni Wrightson merece uma coleção de Obras Completas, na qual o bom apreciador de quadrinhos poderá apreciar seu talento extraordinário.

Para entender melhor a sua obra, iremos recordar seus difíceis começos.

 CREATURES FEATURED IV

Berni Wrightson nasceu no Hospital Monte Sinai de Baltimore, no dia 27 de outubro de 1948. Aos 4 anos de idade, Berni sofreu uma série de pesadelos espantosos que lhe deixaram marcas horríveis na memória. Esses pesadelos não eram precisamente comuns para garotos da sua idade. Uma mulher decapitada sobre a sua casa. Esse sonho se repetiu por duas vezes e no terceiro, a mulher decapitada foi até sua cama e lhe mostrou o pescoço cortado.

Seus pais de origem polaco-russo, o matricularam em escolas católicas, com um duro regime de ensino, onde nem sequer existiam aulas de desenho. Berni se revela talentoso no desenho de dinossauros e outras criaturas durante as aulas de aritimética e religião, nas quais era submetido a vários castigos. Enquanto as aulas continuam, começa a fazer curso de desenho por correspondência. Em 1966, começa a trabalhar em uma grande loja de Baltimore como desenhista de cartazes, folhetos e etiquetas de valores.

 MASTER OF THE MACABRE #1

Aos 20 anos, Berni entra para a equipe do jornal Baltimore Sun. São 8 horas por dia rodeado por veteranos. Paralelamente publica vários fanzines (Sqwatront e Spa-Fon).

Em 1967, decide sair de Baltimore pela primeira vez para ir a uma convenção de quadrinhos em Nova Iorque. Conhece alguns de seus desenhistas preferidos como, veteranos como Frazetta e novos talentos como Jeff Jones e Mike Kaluta.

Ao voltar a Baltimore, usa todo seu talento em uma história curta chamada “Uncle Bill’s Barrer”, e envia algumas fotocópias a Jeff Jones. Esta mesma história chega às mãos de Carmine Infantino, editor da DC Comics. Ele gosta e através de Mike Kaluta e Jeff Jones decide contratar o novo e talentoso artista. Berni deixa definitivamente Baltimore e se instala em Nova Iorque.

Uma vez na DC Comics, lhe oferecem continuar a série a série “Night Master” com o personagem Rook, a qual fracassa na terceira edição. Berni desenhou apenas os dois últimos episódios.

Depois de seu primeiro trabalho na DC, desenha histórias curtas de terror para a House of Secrets e House Of Mystery na qual faz também várias capas. Ele também fez vários trabalhos para a Marvel Comics.  Sua vontade era desenhar Conan, mas teve que se conformar com outro personagem de Robert E. Howard, King Kull ‘The Skull of Silence’, mas as cores mal aplicadas prejudicaram a magnífica arte de Berni, que se sentiu desconfortável e abandonou a Marvel

Justamente nessa época Bruce Jones decepcionado com a baixa qualidade das revistas que estavam sendo publicadas, decide criar a revista Abyss, com a ajuda de alguns desenhistas entre eles Wrightson. Abyss não chega a ser lançada nas ruas por falta de experiência editorial e sua baixa qualidade de impressão.

 MASTER OF THE MACABRE #2

Em 1970 foi lançado um álbum com cinco histórias inéditas e a reedição de “Uncle Bill’s Barrel”. A edição chamada “Badtimes Stories”, foi editada com uma qualidade pouco comum para esse tipo de publicação.

Em 1971, Berni já cansado de histórias curtas de terror para a DC, decide aproveitar uma oferta de trabalho e se dedica a colaborar com o humorista Vaughn Bode em uma série de histórias curtas para adultos chamada “Purple Pictography”, publicadas na revista Swank. O trabalho gerou uma boa renda para Wrightson, que passou a cobrar 200 dólares por página, enquanto que na DC só cobrava 50.

Já em 1973, Berni inicia junto a Lein Wein sua obra mais popular e mais longa, “Swamp Thing”. Nas mais de 200 páginas, a criatura do pântano enfrenta monstros clássicos como Frankenstein e Lobisomem e personagens da DC como Batman, ao qual Berni soube dar um novo enfoque retocando sua imagem e dando a ele uma aparência mais misteriosa, alongando suas orelhas e capa. Finalmente, na edição 10, Berni deixa o título.


OBRAS COMPLETAS - VOLUME 1
(em espanhol)

Depois de sua estadia na DC, embarcou em vários projetos entre os quais se destaca um curioso livro para colorir, que fez um grande sucesso popular. A partir de “The Monster Color The Book”, Berni decide entrar em contato com o editor Jim Warren, já que queria fazer histórias de terror em preto e branco. Esta primeira edição de OBRAS COMPLETAS apresenta histórias que Wrightson fez para a Warren (1974-1978), entre elas se destaca “Jennifer” com roteiro de Bruce Jones e as fantásticas adaptações gráficas de clássicos como Poe e Lovecraft.

 MASTER OF THE MACABRE #3

Em 1974 Berni conhece Cristopher Zavisa, editor de posters e portfólios. Um ano depois realizou um portfólio sobre as obras de E. A. Poe, que fez um grande sucesso. A partir de então, passou a se dedicar a pintar e ilustrar posters. Junto com Jeff Jones, Mike Kaluta e o inglês Barry Windsor-Smith, fundaram o mítico STUDIO onde Berni cria suas famosas ilustrações para o livro Frankenstein.

Em 1977 a Cristopher Enterprises fecha e Berni se dedica a fazer capas para a Marvel e DC.

 MASTER OF THE MACABRE #4

Em 1980, faz uma história humorística, “Capitain Sternn” de 9 páginas, para a revista Heavy Metal, que contaria com uma longa segunda parte: “Capitain Sternn and the Space Pirates”. Depois realiza junto a Bruce Jones “Freak Show”, que lembra o clássico do cinema de terror “A Feira dos Monstros”.

Mais tarde, com roteiro de G. A. Romero e o popular Stephen King, desenha a adaptação em quadrinhos do filme “Creepshow”.

 MASTER OF THE MACABRE #5

Depois entra no mundo dos super-heróis que havia experimentado levemente com o Monstro do Pântano e Espectro, com duas Graphic Novels para a Marvel e duas séries para a DC, onde volta a desenhar um de seus personagens favoritos, Batman.

TARZAN 21 - EBAL

TARZAN N° 21 - 12ª SÉRIE
EDITORA BRASIL-AMÉRICA LTDA
Colaboração: Mardonio

FLASH GORDON MOVIE

FLASH GORDON MOVIE
Desenhos de Al Williamson - Em Cores
(em inglês)

COLT 45 - Cedibra

CLASICOS DEL SUSPENSE #5, em espanhol

CLÁSICOS DEL SUSPENSE #5
(em espanhol)

ALEX TOTH

Se fizermos uma lista exaustiva de todos os desenhistas que desfilaram pela EC ao longo de toda sua existência, o resultado constituiria um autêntico “quem é quem nos quadrinhos dos EUA”. Inclusive, se alguns desses desenhistas chegavam a colaborar apenas duas ou três vezes, como foi o caso de Alex Toth, só a sua presença, ainda que breve, contribuiu para dar ainda mais renome a editora.

Nascido no dia 25 de junho de 1928 em Nova Iorque e filho de emigrantes húngaros, o jovem Alex Toth já rabiscava desde pequeno. Enquanto cursava seus estudos na High School of Industrial Arts, em 1945 publicou seus primeiros trabalhos na Eastern Color Co. na revista Heroic Comics e outros de seus títulos, e dois anos mais tarde entrou para a National, apadrinhado por seu redator Sheldon Mayer, onde trabalhou nos títulos All-American Comics, Green Lantern e outros títulos de romance e western da casa. Dentro desse último gênero, em 1950 fez trabalhos como assistente de Warren Tufts em sua tira de jornal Casey Rugles; uma década depois voltaria a participar em outra célebre tira de cowboy, Roy Rogers.

Em 1952 abandona a National, passando a trabalhar para editoras menores como Lev Gleason, Standard, Atlas e para a EC, para a qual fez duas histórias para a Frontline Combat e outra para Two-Fisted Tales. O baixo valor pago por páginas e por se sentir limitado em sua criatividade por ter que seguir os layouts que Harvey Kurtzman impunha em seus roteiros, motivaram a sua curta estada na editora.

Em 1954, enquanto cumpria o serviço militar em plena Guerra da Coréia, ficou estacionado em Tokio, realizando para o jornal de sua base militar uma tira de aventuras, Jon Fury.

De volta a vida civil, a partir de 1956, colabora com a Dell em várias adaptações em quadrinhos de filmes e séries televisivas, destacando especialmente sua versão de Zorro, baseado na produção homônima da Disney.

Nos anos 60 se especializaria na produção de storyboards e desenhos para personagens de séries de animação para a Hanna-Barbera e outras produtoras – algumas delas baseadas em personagens procedentes dos quadrinhos, como os Quatro Fantásticos e Super-amigos – além de colaborar politicamente com as revistas de terror da Warren Publishing desde o seu início em 1964; mesmo assim passou rapidamente pela Marvel e fez ilustrações e histórias curtas para revistas de humor da Millar Publications. Durante esse período, voltou para a National, agora com o nome de DC, trabalhando especialmente em títulos de terror e mistério, além de mostrar novamente o seu domínio no gênero romântico e revitalizar a heroína Canário Negro, entre outros trabalhos.

No início dos anos 80 cria o personagem Jesse Bravo com a história “Bravo for Adventure”, fazendo uma homenagem á aventura no velho estilo, para a revista da Warren “The Rook”, sendo logo lançada em álbum pela Dragon Lady Press. Em seguida recebe o convite do editor Josep Toutain para ilustrar o personagem Torpedo 1936, com roteiros de Enrique Sanchez Abuli; depois de duas remessas, devido ao personagem excessivamente violento e negativo, Toth o abandona, sendo continuado por Jordi Bernet.

Um dos mais reconhecidos mestres da escola de quadrinhos  pioneirizada por Caniff e Noel Sickles, detentor de um estilo gráfico de traço sofisticado, baseado em um forte domínio do claro e escuro e na eficaz sintetização de personagens e cenários, Toth continua sendo objeto de reedições antológicas com seus melhores trabalhos. Faleceu em 27 de maio de 2006.