MESTRES DO TERROR 59
sábado, fevereiro 19, 2011
ZORRO 71
ZORRO 71 - FORMATINHO
EBAL
Colaboração: Ozenaldo
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JORNAL DA ABI
Veja artigo no UNIVERSO HQ
(e se preferir, a edição online - em cores):
VOLUME 1
(disponível para download)
VOLUME 2
(disponível para download)
5 ANNI DOPO
5 ANNI DOPO
Desenhos de Alberto Giolitti
(em italiano)
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KING KONG
COLEÇÃO HQ N° 1
KING KONG
EBAL
Colaboração de Ivanildo
http://hotfile.com/dl/107797665/7e86e1b/COLEO_HQ_1_KING_KONG_Ivanildo.cbr.html
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ALBERTO GIOLITTI
ALBERTO GIOLITTI
Visite o site de Giolitti:
Por Levi Trindade
Publicada originalmente na revista TEX OURO N° 22
(as ilustrações deste artigo não são arquivos para download)
Roma, Itália: no dia 14 de novembro de 1923, vinha ao mundo um certo garotinho que tinha um maravilhoso futuro pela frente. Esse garotinho recebeu o nome de Alberto Giolitti, reconhecidamente um dos maiores mestres dos quadrinhos não só na Itália e na Europa, mas também nos Estados Unidos.
Trabalhando na sorveteria da família, seu maior sonho era mesmo ser um desenhista. Fechou um acordo com seu pai, que consentiu em deixá-lo trabalhar com quadrinhos, desde que estudasse e continuasse ajudando no negócio da família.
Assim, em 1943, fez o que pode ser considerado como seu primeiro trabalho profissional nos quadrinhos, a história I Senza Paura para a revista Il Vittorioso. Posteriormente, passou a produzir histórias para a Editrice Ave, entre as quais o faroeste Dick & Martin.
Após a Segunda Guerra, Giolitti, já com seus vinte e dois anos, motivado pela possibilidade de melhores ganhos com sua profissão, foi tentar a sorte nos EUA, mas não pôde permanecer no país. Assim, acabou partindo para a Argentina, onde ficou por três anos, trabalhando freneticamente na Editorial Lainez e na Columbia Hermanos. Durante esse período, ele desenhou diversas histórias policiais e adaptou o romance Quo Vadis? (um imenso sucessos também nos cinemas) para o formato de quadrinhos.
Em 1949, obteve a permissão de voltar aos Estados Unidos, desta vez, como residente. Morando em Nova York, começou a colaborar com a Dell/Western Publishing Company. Entre os trabalhos que passaram a ser produzidos por Giolitti pode-se citar Indian Chief, Tonto e Sergeant Preston. Já a partir daí seu destino começava a ficar muito entrelaçado com o mito do velho oeste. Mas Alberto Giolitti parecia não se dar conta disso e continuou produzindo.
Dono de um traço dinâmico e apurado, era também muito detalhista, chegando ao extremo, por exemplo, de ter ido morar perto da fronteira com o Canadá para poder retratar melhor os trenós puxados por cães, tão freqüentes nas aventuras do casaca-vermelha Sergeant Preston.
Vieram, na seqüência, HQs como The Challenge of Zorro, Cisco Kid, tarzan, The Life of Abraham Lincoln, Gunsmoke – que lhe valeram rasgados elogios do ator principal, o popular James Arness, que interpretava o xerife Matt Dillon no seriado -, O Paladino do Oeste, Tom Bell, Tales of Wells Fargo, Boris Karloff e adaptações de filmes como Alexandre, o Grande, Aladin e a Lâmpada Maravilhosa e as Viagens de Gulliver – que lhe rendeu o premio Thomas Alva Edison de Melhor Quadrinho Para Crianças acima de oito anos.
No início dos anos sessenta, Giolitti embarcou de volta para a sua terra natal, mais precisamente para Roma. Foi lá, meio por acaso, que acabou fundando o Giolitti Studio. Na verdade, em suas próprias palavras, o desenhista afirma que só começou esse trabalho para ajudar alguns amigos que trabalhavam para a International Publication Company, de Londres, e que estavam tendo dificuldades com seu agente, que mal sabia inglês e nem sempre podia ir a Roma para se encontrar com os ingleses. Entre esses amigos encontravam-se artistas cujos nomes hoje são quase lendas dos quadrinho italiano: Renato Polese, Nevio Zeccara, Franco Capriolli e Ruggerio Giovannini. Pouco a pouco, esse hobby de Giolliti começou a crescer e ele já fazia as vezes de um agente de verdade, entrando em contato com diversos editores da Europa e estados Unidos. No auge, o Giolitti Studio chegou a contar com trinta desenhistas na Itália e vinte e cinco na Argentina.
Entre os novos nomes que faziam parte do staff, é possível notar alguns que são muito famosos hoje em dia, como Roberto Diso, Giovanni Ticci, José Luis Salinasm Ugolino Cossu, Giancarlo Alessadrini, Enrico Bagnoli, entre outros. O estúdio, funcionando a todo vapor, produzia centenas de páginas todos os meses, com trabalhos que variavam de adaptações de seriados (Além da Imaginação, Acredite Se Quiser, Viagem ao Fundo do Mar, Tarzan, Planeta dos Macacos, Jornada nas Estrelas), infantis (Pernalonga, Patolino, gaguinho), para o mercado americano; e erótico (Jacula, Cosmine), para a Ediperiodice. Para os jornais italianos, o estúdio produziu Super Black, O fantasma, Mandrake e Flash Gordon.
Mantendo acesa ainda a chama de seu sonho, Giolitti desenha a série Turok, Son of Stone para o mercado norte-americano, seu projeto de maior duração – vinte e dois anos -, que apresenta dois guerreiros índios (o maduro Turok e o adolescente Andar) vivendo emocionantes aventuras num mundo semelhante ao de O Mundo Perdido, do escritor Sir Arthur Conan Doyle, o criador de Sherlock Holmes.
Em 1976, Giolitti foi conviadado a desenhar uma história de Tex, mas não conseguiu passar das duas primeiras páginas. Tal história, então, teve de ser finalizada por Giovanni Ticci. Essa aventura pode ser conferida em Tex 188 e 189 na Itália, e em Tex 124 – Mesa dos esqueletos, no Brasil.
Parecia certo que Giolitti nunca mais voltaria a encantar seus fãs de quadrinhos de faroeste com um traço firme e de porte heróico que ele emprestava aos seus projetos, mas eis que Sergio Bonelli encontra com o desenhista numa convenção praticamente 20 anos depois do fato da história não concluída. O famoso editor de Milão propôs que Giolitti, um astro internacional, fizesse parte do projeto Texone (no Brasil, Tex Gigante), e encomendou ao escritor Cláudio Nizzi um roteiro sob medida para o exímio desenhista. Surge, desta forma, o Albo Speciale 2 com a história Terra Senza Legge, publicado pela Sergio Bonelli Editore em 1989, e pela Mythos Editora em 1999, com o título Terra Sem Lei.
Tão logo concluiu este hercúleo trabalho, Giolitti passou a integrar a equipe de artistas regulares da revista Tex. Desta forma, ele voltava àquele gênero de que tanto gostava: o faroeste. Como ele mesmo dizia, o faroeste tinha tudo o que ele apreciava, como ação, movimento, animais, paisagens exuberantes, aventura.
Em 1990, veio à luz sua primeira aventura sua primeira aventura completa, em Tex 357 e 358 (publicada no Brasil em Tex 267 a 269) – e que foi a história especialmente escolhida para abrilhantar as páginas desta edição -, Tex 373 e 374 (no Brasil, Tex 284 e 285) e Tex 431 a 435 (saiu por aqui em Tex 343 a 347). Nesta última seqüência de histórias, com texto de Guido Nolitta, Alberto Giolitti foi auxiliado, a partir da edição 432, por seu ex-companheiro de estúdio Gionni Ticci, que desenhou o último número dessa aventura sozinho, em virtude do falecimento do grande artista.
Algo que chamou bastante atenção em sua passagem por Tex é que Giolitti constantemente retratava vilões da histórias como atores que interpretavam malvadões no cinema. Lee Van Cleef e James Coburn, por exemplo, formaram a dupla de bandidos da história de Tex Ouro, como Joe Fraser e Thorpe; e Henry Silva e Klaus Kinski apareceram juntos em Tex e 374, como Jubal Lancey e Keith.
Alberto Giolitti veio a falecer em Roma, sua cidade natal, em 15 de abril de 1993, aos sessenta e nove anos de idade.
LAS PUERTITAS DEL SENOR LOPEZ
COLEÇÃO HORACIO ALTUNA
LAS PUERTITAS DEL SENOR LOPEZ N° 1
Carlos Trillo e Horacio Altuna
Desaconselhável para menores de 18 anos
(em espanhol)
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