terça-feira, março 01, 2016

LIVROS SOBRE QUADRINHOS






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Você pode adquirir os arquivos digitais das revistas aqui apresentadas através de gravações em DVD's ou pen drives, que lhe serão enviados através dos Correios (as despesas de produção e envio ficam por conta do solicitante).

Embaixo de cada capa está o tamanho do arquivo. Para saber a quantidade adquirida, basta fazer a soma dos valores (Lembrado que um DVD tem 4.7 GB de espaço e os pen drives 4, 8, 16 e até 32 GB).

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MARIA ERÓTICA E O CLAMOR DO SEXO
(A GUERRA DOS GIBIS 2)
Autor: Gonçalo Junior
Editora Peixe Grande/Editoractiva
498 páginas – 278 MB

Se você imaginava que a censura à imprensa no Brasil da ditadura militar massacrou “apenas” os grandes diários, as revistas Realidade e Veja e os jornais da imprensa alternativa como Pasquim, Movimento e Opinião, vai se surpreender com este livro. Trata-se de um documento inédito e absolutamente revelador sobre os 21 anos de militarismo que dominou o Brasil entre 1964 e 1985.

Por quê? Respondo com um exemplo: entre 1971 e 1977, o editor paulista Minami Keizi, dono das editoras Edrel e (depois) M&C, manteve uma intensa troca de cartas e ofícios com os chefes da Censura em Brasília. Enquanto muitos outros indignados editores amassavam e rasgavam essas ordens da censura, Keizi fez um pouco diferente: irado, guardou todas cuidadosamente numa pasta.

Esse acervo permite resgatar como a censura foi aniquilando, uma a uma, todas as 28 publicações de suas editoras, fato que levou o empresário à falência. O motivo: ele editava o que hoje se chamaria de inocentes e pudicas revistas com quadrinhos e fotos com garotas em nudez erótica, numa época em que não se podia sequer mostrar as genitálias e os mamilos.

Mas a extensa pesquisa de Gonçalo Junior, desenvolvida de forma zelosa, obstinada e perfeccionista ao longo de muitos anos, vai além. Traz informações desconhecidas sobre a criação da revista Playboy, da editora Abril, que só pôde circular a partir de 1975 com a mudança do título para a Revista do Homem – o nome original norte-americano seria permitido somente três anos depois.

A obra mostra também que, na década de 1960, Keizi foi o introdutor dos mangás no país, como são chamados os quadrinhos no Japão. Passeia ainda pela história do erotismo e da pornografia no Brasil ao longo do século 20 quando, em diferentes momentos foram experimentados gêneros diversos de revistas e livros, num país de maioria católica que via na nudez um pecado mortal para a alma. E detalha a produção de quadrinhos brasileiros, que fizeram surgir duas talentosas gerações de artistas.

Gonçalo Junior faz ressurgir do limbo um segredo da imprensa nacional quase desconhecido: o dos pequenos editores de revistas e livros de sexo que desafiaram a polícia e os censores com formas criativas de enganar a repressão e fazer o brasileiro participar mais ativamente – em vários sentidos – da Revolução Sexual dos anos 1960, que a ditadura tanto se empenhou para não deixar entrar no país. Ao final, o leitor perceberá por que Gonçalo é um dos mais sérios e conceituados pesquisadores da nova geração que procura resgatar não apenas a história dos quadrinhos brasileiros como também das artes gráficas, da imprensa, da televisão e do cinema.

O autor transforma em heróis da resistência à ditadura nomes hoje praticamente desconhecidos ou ignorados por aqueles que, até então, procuraram resgatar um período importante da história do Brasil. Surpreenda-se com essa incrível narrativa que a Peixe Grande/Editoractiva tem orgulho de editar.

Toninho Mendes



 

GRAFIPAR
A EDITORA QUE SAIU DO EIXO
Autor: Gian Danton
Editora Kalaco
172 páginas – 54,4 MB

Em 1977, nosso país vivia os últimos dias do duro regime ditatorial. Ventos de liberdade e democráticos vazavam por pequenas frestas. O assunto sexo era tabu total. Nas bancas, revistas côo Status, Homem, Ele & Ela e Fista exibiam tímidas pin-ups censuradas., com, no máximo, um seio a mostra. Surgiu então uma editora especializada em erotismo, a Grafipar, que logo se destacou por seus excelentes quadrinhos nacionais, sempre misturando diversos gêneros como terror, ficção científica, folclore e policial com erotismo.

Em pouco tempo a editora se tornou a Meca dos quadrinhos nacionais, transformando Curitiba em um ponto de referência para o qual convergiam alguns dos melhores desenhistas e roteiristas brasileiros de todos os tempos, como Mozart Couto, Rodval Mathias, Watson Portela, Gustavo Machado, Vilachã, Sebastião Seabra, Fernando Bonini, Itamar Gonçalves, Franco de Rosa, entre outros.

Grafipar – A Editora que Saiu do Eixo conta a história dessa verdadeira usina de criatividade e de se líder, o descendente de japoneses, e ativista cultural da colônia nipônica, Claudio Seto, também introdutor da linguagem do mangá no Brasil. Este livro é resultado de mais de 20 anos de pesquisas. Assim, analisa as revistas da Grafipar, suas histórias e, ainda, trata dos bastidores da “vila de quadrinistas”, que existiu em Curitiba no início dos anos 1980. É uma obra obrigatória para todos os fãs de quadrinhos nacionais que queiram conhecer melhor essa deslumbrante fase dos gibis eróticos.

 

BIENVENIDO
UM PASSEIO PELOS QUADRINHOS ARGENTINOS
Autor: Paulo Ramos
Zarabatana Books
174 páginas – 95,4 MB

Paulo Ramos imprime em BIENVENIDO – UM PASSEIO PELOS QUADRINHOS ARGENTINOS o mesmo tratamento jornalístico que imprime em seu blog. O título do primeiro capítulo, Muito Além da Mafalda, já diz tudo sobre a que veio este livro. O passeio que Paulo faz pelos quadrinhos argentinos é bastante claro, preciso e minucioso, e não deixa de ser também um passeio pela história da Argentina desde o comecinho do século 20, passando pela sangrenta ditadura, as sucessivas crises econômicas até a chegada das publicações na internet. Nada lhe escapa. Paulo nos mostra muito mais do que os “lugares comuns” da historieta do “além-Rio da Prata”. E fecha o livro com uma emocionante entrevista com Elsa, a viúva de Osterheld, considerado por alguns como o melhor escritor de histórias em quadrinhos do mundo. Osterheld e suas quatro filhas foram assassinados pela sangrenta ditadura argentina. Um relato forte.

Adão Iturrusgorai

 

BIBLIOTECA DOS QUUADRINHOS
Guia Obrigatório da Arte Sequencial no Brasil
Gonçalo Junior
Opera Graphica Editora
341 páginas – 149 MB

Este é um livro que fala de livros. Dirigido a pesquisadores e estudiosos, reúne mais de 700 obras comentadas ou resumidas que tratam exclusivamente de histórias em quadrinhos ou trazem capítulos, artigos e ensaios relacionados ao tema. Apresenta ainda romances que vieram dos gibis e vice-versa, além de revistas e fanzines especializados em discutir, informar ou contar a história desse fascinante meio de comunicação, hoje reconhecido como uma expressão de arte. Um guia único de referências bibliográficas disponível no Brasil.


 

O HOMEM ABRIL
Gonçalo Junior
Opera Graphica Editora
308 páginas – 150 MB

Na manhã do dia 25 de agosto de 1990, Cláudio de Souza desceu de seu carro na rua Maestro Cardim, bairro do Paraíso, São Paulo. Caminhou sem muita pressa, enquanto a vida lhe passava diante dos olhos, como um flash. Ia, mais uma vez, ao encontro de Victor Civita. A passos lentos, expressão de tristeza no rosto, lembrava-se de uma situação semelhante, 39 anos antes, quando em fevereiro de 1951, correu para um encontro com o mesmo Civita, então um desconhecido americano que chegara havia pouco tempo ao Brasil, dono de uma pequena editora. O entusiasmo da primeira vez, no entanto, não se repetiria. O antigo editor e diretor da Abril seguia em direção a um velório do Hospital Beneficiência Portuguesa. Civita estava morto.

Este livro conta a história da Editora Abril a partir da visão e da vida profissional de Claudio de Souza que, por cerca de 25 anos, foi um de seus maias destacados funcionários.



 

A NOVELA GRÁFICA
Santiago Garcia
Editora Martins Fontes
350 páginas – 173 MB

Nos últimos anos, as histórias em quadrinhos se tornaram importantes. Um número enorme de obras ambiciosas e inovadoras está conferindo ao que tradicionalmente era considerado um produto infantil, um prestígio cultural comparável ao da literatura e da arte. Poderíamos dizer que estamos assistindo de fato ao nascimento de uma nova arte.

Mediante um ensaio histórico, Santiago Garcia examina a história da arte seqüencial desde o século XIX até hoje, elaborando um relato que revela como e por que os quadrinhos estão se tornando um dos meios de expressão mais vivos do novo milênio.

Qual é o caminho que leva de Popeye a Maus?

Como passamos de Mortadelo a Arrugas?

A NOVELA GRÁFICA responde a essas perguntas.

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