quarta-feira, março 28, 2018

TIRAS DIÁRIAS: JOHNNY HAZARD



JOHNNY HAZARD
Páginas dominicais
Traduções e letras de PC Castilho

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Franklyn Robbins nasceu em Boston, Massachusetts, em 9 de setembro de 1917 (faleceu no ano de 1994). Foi um dos maiores desenhistas de quadrinhos norte-americanos. Criou para as tiras diárias uma história imortal, Johnny Hazard (a partir de 1944). Nos comic books (revistas americanas), ele mostrou talento tão bom quanto os melhores desenhistas do gênero, colaborando principalmente com a DC. Sua carreira começou muito cedo, desenhando painéis da sua escola, quando tinha apenas 13 anos. Aos quinze ganhou uma bolsa no Instituto Rockfeller, mas isso coincidiu com os difíceis dias da Depressão Econômica e Robbins foi obrigado a abandonar os estudos. Mais tarde, famoso, ele ironizaria a situação: “Devo todo meu sucesso à falta de dois papéis... meus diplomas de colégio e universidade. Sem eles, comecei a trabalhar aos quinze anos... com eles, certamente aceitaria um emprego de presidente de banco e, pelo resto da minha vida... seria um fracasso!”

Não foi um aprendizado fácil. Frank esteve em agências de publicidade, foi auxiliar do muralista Edward Trumbull e chegou a fazer cartazes para a RKO Radio, produtora cinematográfica. Em 1938, começou seu namoro mais sério com os quadrinhos. A Associated Press andava procurando um desenhista para assumir a série de aviação “Scorchy Smith”, muito bem ilustrada por Noel Sickles até 1936. Robbins desenhou não só as tiras diárias, mas também as páginas dominicais, dando excelente continuidade ao trabalho. Em 1944, o King Features Syndicate procurou Robbins para uma aviation strip, “Johnny Hazard”. A série, no início, era essencialmente voltada para a propaganda de guerra. Depois, com  a paz, tornou-se uma aventura notável, principalmente pelo traço bonito e o senso de continuidade que Robbins sabia manter em cada dia. Johnny, um aviador errante, vivia suas aventuras tanto na América do Norte e Sul, como em países distantes (Ásia, Oceania, África) sempre com uma dose de suspense que fazia os leitores ansiarem pelo dia seguinte de cada jornal.

No Brasil, Johnny Hazard foi impresso pela primeira vez no jornal semanal da RGE, Biriba, com o ridículo título de Bill Tempestade. Quando Johnny deixou de circular (década de 70), Frank tornou-se roteirista e ilustrador de personagens conhecidos em revistas, como Batman, Flash, O Soldado Desconhecido, Capitão América e até umas poucas, mas memoráveis, histórias de O Sombra. Chegou a desenhar, inclusive,  um personagem baseado em série de TV, O homem do fundo do mar (1976/77).

Além dos quadrinhos, Robbins fez muito em ilustrações (Life, Look, Saturday Evening Post) e suas pinturas estiveram nas melhores galerias dos Estados Unidos. Na França, seu trabalho nos comics é tão ou até mais idolatrado que o de Milton Caniff, criador de Steve Canyon, um personagem nascido em 1947 e tinha muito do já então famoso Johnny Hazard.

As tiras diárias ganharam vários álbuns pela  Comic Art Editrice, de Roma, começando com dois volumes publicados em 1979, com o título de Guerra no Oriente, abrangendo o período original de 1944 a 1946. Nos Estados Unidos, muitas tiras foram editadas pela Classic Series, de Tony Raiola e Ken Pierce, com distribuição da Eclipse Comics. As páginas dominicais em cores (que começaram a ser publicadas em 1952) ganharam 22 álbuns de cinquenta páginas editadas por Silvano Scotto, de Genova (Itália), mas com balões originais em inglês.

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