segunda-feira, setembro 28, 2020

MARY PERKINS - ON STAGE

 

MARY PERKINS - NO PALCO

POR LEONARD STARR

VOLUME UM

10 DE FEVEREIRO, 1957 A 11 DE JANEIRO DE 1958

O HQ POINT orgulhosamente apresenta, uma obra inédita de 

Leonard Starr no Brasil.


Introdução de Walter Simonson

Certa vez Howard Chaykin me disse enquanto discutíamos sobre On Stage, que essa era a última aventura grandiosa em tirinhas.

Estou inclinado a concordar. E como eu, ele sente que a edição de uma coletânea da Mary Perkins/On Stage de Leonard Starr demorou demais para vir. Eu mesmo acredito que On Stage merece ser mencionada com o mesmo fôlego que qualquer outro clássico das tirinhas de jornal, tais como o grande trabalho de Caniff em Terry and the Pirates, o Captain Easy de Crane, ou o Modesty Blaise de O'Donnell/Holdaway.  Com On Stage Starr criou um romance contínuo, no sentido antigo da palavra. Era Aventura, uma deliciosa mistura de gêneros em histórias que se moviam sem esforço entre os bastidores de teatro, um novela romântica inteligente, e heróis convincentes, apimentados com o sopro ocasional da atividade no crime organizado. A tirinha destacava personagens maravilhosamente realizados, locações exóticas que se desdobravam dia após dia, mês a mês, ano após ano. Havia até mesmo a estranha incursão pela comédia, talvez com um toque bem leve de sobrenatural.

On Stage durou 20 anos, de 10 de fevereiro de 1957, a 9 de setembro de 1979.

Não me lembro quando comecei a ler On Stage, mas era parte da minha rotina diária antes que a tirinha estivesse com dois anos. Eu tinha 11 ou 12 anos, na época. Mary Perkins, a personagem principal da tirinha, era uma jovem do Centro-Oeste que se mudou para Nova Iorque em busca do sonho de se tornar atriz. O mundo do teatro ao qual Mary pertencia era um cenário alienígena para mim, ainda que fascinante e convincente. Eu acompanhei Mary quando ela participava de audições, encontrava rivais inescrupulosos, se afastava de pretendentes indesejáveis, ia ombro a ombro com o submundo Ruyonesque, e lutava por seu amor verdadeiro. Seu futuro marido (eu hesito em revelar o nome dele porque não quero introduzir nenhum spoiler aqui para os novos leitores; os dos velhos tempos irão saber de quem estou falando)se torna parte da tirinha e Starr fez as crônicas de suas aventuras também. Entre eles, o casal se deparava com os altos e baixos de carreiras free-lance, sobreviviam a desastres naturais, adentravam as fronteiras da Guerra Fria, caminharam através do deserto do México, visitaram as ladeiras de esqui das Rocky Mountais, e se aventuraram nas selvas do que eram o Sul do Vietnã, na época.

 


Do começo ao fim, havia verdadeira beleza no trabalho de Starr. Outras tirinhas eram providas de desenhos mais cuidadosamente realistas como fotos, contudo eu sempre senti que Starr usava sua habilidade para realçar o realismo com qualidade de gráfico abstrato, revelado em sua linha fluída e sua maestria na padronagem de design em preto e branco. Seu projeto nunca parecia meramente fácil, mas sim sempre trabalhado a serviço de suas histórias. Iluminação dramática, desenhos habilmente estabelecendo as tomadas, planos de fundo cuidadosamente pesquisados - - tudo contribuía para a natureza convincente e dramática do mundo da forma que Starr o imaginava. Quando ele desenhou os aviões de batalha da Segunda Guerra Mundial em seqüências de flashback, o Spitfires e o Me 262s, eles eram a coisa real. Eu estava com 18 anos e era perito nessas coisas. Teria reconhecido uma falsificação instantaneamente. Fui arrebatado pela precisão dessa representação. Esse prazer me acompanha até o dia de hoje.

Leonard Starr em sua prancheta de trabalho

Starr era um desenhista esplêndido, capaz de capturar nuances emocionais nas expressões faciais tanto quanto na linguagem corporal de seus personagens para criar uma das mais refinadas "atuações" em tirinhas de jornal. Ele escrevia diálogos letrados. E por mais maravilhosos que os diálogos de Starr pudessem ser, talvez seja de seus silêncios que eu mais me lembro. Ele era mestre daquele momento silencioso de Epifania quando a maquinação dos inimigos de alguém era finalmente exposta, e o leitor sabia que aquela batalha estava quase sendo conectada. A expressão no rosto de Mary no momento em que ela cai em si de que uma promissora jovem ingênua está tentando roubar seu papel; a quietude no teatro enquanto um copo de bebida balança do fundo de uma poltrona no clímax de um duelo no palco entre Mary e uma atriz rival; o silêncio de toda uma nação enquanto o público americano em massa se senta para assistir a uma produção televisiva de Hamlet (!) para ver se um dos atores mais reverenciados do país tinha, antes de morrer, ungido um sucessor. Starr entendia o drama e usava toda sua arte para criá-lo, dia após dia em On Stage.

Como escritor, Starr estabeleceu a personalidade de seus personagens e os conflitos entre eles rapidamente, freqüentemente com a ação combinada de diálogo e ação. Conversas podiam ser tão mortais quando um duelo de pistolas. A motivação que direcionava suas histórias eram compreensíveis -- amor, vingança, inveja, covardia, medo, raiva, compaixão. Mas Starr sempre encontrava a humanidade dos personagens durante a história. Eles interpretavam seus dramas não como símbolos, mas como indivíduos compreensíveis e atraentes.

Talvez o maior dom de Starr era sua maestria em dar ritmo. As tirinhas diárias de jornal exercem um ritmo tirânico e inalterável em ambos criador e leitor. Mesmo voltando atrás aos dias quando os jornais eram reproduzidos diariamente em tamanho grande o suficiente para os leitores verem bem os quadrinhos, nunca havia mais de três ou quatro painéis por dia. E dentro desse espaço limitado, os artistas de tirinhas e seus escritores precisavam resumir a aventura na data, avançar o assunto, e interessar o leitor o suficiente para que ele retornasse ao jornal no dia seguinte

Ninguém fazia isso melhor do que Starr.

 Leve seus leitores ao outro lado das luzes da ribalta para trás das cenas, para verem o show business como ele é realmente. Uma chamada a cobrar para o nosso escritório em Nova Iorque fará o truque!

 Eu sempre pensei nesses diários como pequenas ondas. O primeiro painel começava num pico, apresentando a história e dando ao leitor informação suficiente para entender onde as coisas estavam. O segundo painel levava a história adiante. O terceiro painel era outro pico, fechando num mini-clímax que tanto trazia ao episódio do dia uma conclusão satisfatória, como deixava o leitor querendo saber o que ia acontecer depois.

Além disso, Starr comandava uma página de domingo que era ligada à história em desenvolvimento. De toda forma, nem todo jornal transmitia a folha de domingo tão bem quanto as tirinhas diárias. Alguns traziam ambas, outros traziam apenas as diárias, e outros traziam só a de domingo. Essas tirinhas de quadrinhos tinham que evoluir suas histórias durante a semana e no domingo de forma que os leitores pudessem ler quaisquer combinações sem perder a linha narrativa. E como se isso não bastasse, a tirinha dominical tinha que ser construída de forma aos jornais pudessem tirar um par de painéis, dependendo do formato que eles fossem imprimir a arte. Starr resolvia esses problemas tão lindamente que os leitores que não soubessem o que estava acontecendo, permaneciam sem saber qual tamanho a efetividade da manipulação de Starr tinha. Ele fazia parecer fácil; a marca de um mestre.

Com esse volume, as editoras começaram o trabalho de reimpressão completa de Mary Perkins/On Stage. Finalmente, uma das melhores tirinhas de jornal americanas está disponível novamente, não só para aqueles que, como eu, amavam as tirinhas e não tinham conseguido reler desde a publicação original, mas para os novos leitores que estão prestes a descobrir um verdadeiro clássico americano. Eu não poderia estar mais deliciado.

Walter Simonson

domingo, setembro 27, 2020

PRA FECHAR O MÊS...

O TERROR NEGRO - LA SELVA

SOBRENATURAL - LA SELVA


PREACHER - VERTIGO
EDIÇÕES 1 A 9



 


THORGAL - ANIEL

A TUMBA DE DRÁCULA


domingo, setembro 20, 2020

PENÚLTIMA SEMANA DE SETEMBRO



DOCTOR STRANGE

EL LENGUAJE DE LOS COMICS

ESSAS INCRÍVEIS HEROÍNAS DE PAPEL
IONALDO MAGALHÃES
MARCA DE FANTASIA
HENRIQUE MAGALHÃES









10 PÃEZINHOS

AGENTE SECRETO

OESTE VERMELHO


SEXYMAN

SUPER HEROS - EDREL


INIMIGOS MORTAIS

COLEÇÃO PANTERA NEGRA

 


VERÕES FELIZES - VOLUME 3


TERROR NEGRO


SKETCH BOOK - FABIO MORAES
EDITORA CRIATIVO

segunda-feira, setembro 14, 2020

DANDO SEQUÊNCIA AOS TRABALHOS



AS GRANDES BATALHAS





DEADWOOD DICK


FLECHA LIGEIRA - RIO GRÁFICA E EDITORA


PERSONAGENS DO OESTE
GERÔNIMO
 

O CAVALEIRO DAS TREVAS III






JERRY SPRING